sexta-feira, junho 10, 2005

STRESS, ANSIEDADE E RENDIMENTO NA COMPETIÇÃO DESPORTIVA

Nos dias de hoje o rendimento assume cada vez mais uma postura mercantilista, capaz de gerar enormes receitas e movimentar multidões. Assim o erro não é permitido.
O desporto de rendimento é agora um factor catalisador de inúmeras emoções – alegria e orgulho, vergonha e ansiedade, irritação ou raiva e culpa –, que necessita de compreensão destes comportamentos para que a adaptação a contextos desportivos seja a mais adequada possível. Neste sentido, Smith (1989, p.199) considera que o “desporto é um laboratório naturalístico extremamente rico para o estudo de uma vasta gama de fenómenos psicológicos e oferece uma multitude de oportunidades para os investigadores que estejam interessados em ansiedade”.
Seja a que nível for a actividade e competição desportivas são capazes de gerar elevados níveis de stress e ansiedade nos atletas. Não admira, por isso, que o desporto continua a ser um óptimo laboratório natural para estudar as noções de ansiedade e stress na sua relação próxima com o rendimento. Uma vez que, “o rendimento ou a performance óptima têm muitas vezes como obstáculo a incapacidade do atleta para ultrapassar o seu próprio medo e para lidar ou enfrentar eficazmente o stress e a ansiedade associados à competição desportiva. Tal incapacidade justifica também, muitas vezes, a bem conhecida mas preocupante, diferença abismal que vai dos excelentes treinos às performances verdadeiramente desastradas na competição, que caracterizam muitos atletas: é como se tudo fosse desaprendido ou esquecido…”

Bibliografia
Cruz, José (1996). Stress, Ansiedade e Rendimento na Competição Desportiva

terça-feira, maio 17, 2005

CORPO NA ACTUALIDADE

Nos dias de hoje o corpo toma um papél relevante na sociedade, assume proporções exageradas que fazem com que exista uma indústria que se capitaliza através do culto do corpo. Entre as população mais nova, mas não exclusivamente, e sobretudo no sexo feminino, existe uma preocupação enorme com a imagem que leva ao empreendimento dos mais variados acessórios. É em torno do corpo que se desenvolvem ciências - basta olhar para a ergonomia. Neste sentido, as ciências mais estranhas de que hoje ouvimos falar, consomem e exploram as preocupações humanas, para de forma louca consumirem os nossos bolsos!!!
Claro está, que todas estas preocupações variam de pessoa para pessoa, no entanto, a grande maioria corresponde às expectativas anuais de empresas capitalistas que imprimem nos humanos comportamentos modelados, levando-nos por vezes à degradação física e mental...

segunda-feira, março 21, 2005

SOS RACISMO E BLOCO CONTRA PAPEL HIGIÉNICO PRETO

A polémica está isntalada na sociedade portuguesa, e em especial nas casas de banho da Assembleia da República. A "culpa" foi da empresa portuguesa Renova, que resolveu lançar um original papel higiénico preto. Jaime Gama, o novo Presidente da Assembleia da República, ficou entusiasmado, e resolveu adoptar o papel higiénico preto como o papel oficial das casas de banho do parlamento. Jaime Gama justificou a medida declarando: " Além de dar um aspecto moderno, este papel higiénico tem a vantagem de os políticos portugueses deixarem de ver a porcaria que fazem".
Quem não gostou nada desta ideia foi Francisco Anacleto Louçã, do Bloco de Esquerda, e José Falcão, do SOS Racismo (organização correia de transmissão do Bloco de Esquerda). Anacleto Louçã disse: "O papel higiénico branco tem servido aos discriminados negros, como um escape, onde podiam descarregar as suas frustrações contra a injustiça branca, funcionando ao mesmo tempo como redenção e castigo para os brancos opressores". José Falcão acrescentou irritado: "A partir de agora, o branco vai outra vez poder cagar no preto impunemente. Vem aí o racismo!". Luís Saramago, director de marketing da Renova, é da opinião de que toda esta polémica é um exagero. No entanto, a empresa já está a pensar em criar um papel higiénico em xadrez preto e branco. (in Inimigo Público by JP)

terça-feira, março 08, 2005

BILHETES PARA OS U2 EQUILIBRAM DÉFICE EM 2005

Está resolvido o problema do défice em 2005, independentemente de quem vier a ocupar a pasta das Finasnças. O Banco de Portugal já começou a trocar as suas reservas em ouro por bilhetes para os U2. Para se ter uma ideia, um ingresso para assistir à banda irlandesa vale hoje dez entradas para a final da taça UEFA, cem lugares para a gravação do "Vidas Reais" e mil espectáculos continuos de Peep Show no animatógrafo do Rossio. "Esta jazida de bilhetes agora descoberta dá para saldar a nossa dívida externa e pagar uma sessão de pedicura e shiatsu a toda a população portuguesa nascida depois de 1975", comentou satisfeito Vitor Constâncio. A má notícia é que Bono recusou um convite para ocupar a pasta das Finanças. (por LCA in Inimigo Publico)

PAULO PORTAS PONDERA DIRIGIR UMA EMPRESA DE TÁXIS

O CDS/PP, ao ter eleito 12 deputados, já não pode ser conhecido como o "partido do táxi", tal como o líder demissionário dos populares realçou perante os resultados das eleições legislativas. Perante este facto, e instado a comentar ao IP se equaciona continuar como líder do CDS/PP, Paulo Portas foi peremptório: "Consegui levar o meu partido à conquista de três táxis durante os próximos quatro anos, mas aviso as 12 passageiros sobre o valor que o taxímetro irá indicar: Já que os portugueses não me concederam o dízimo dos seus votos, serão os passageiros que pagarão o dízimo dos seus salários para continuarem a ser transportados politicamente por mim. Se não aceitarem esta minha exigência, apoiarei, para me suceder na liderança do CDS, o bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus". (por JAS in Inimigo Público)

domingo, fevereiro 20, 2005

HÁ UMA COMUNIDADE INDÍGENA A VIVER NOS JARDINS DO PALÁCIO DE SÃO BENTO

Há mais de 20 anos que vive nos densos jardins do Palácio de São Bento uma tribo de iukutchukas (etnia rara no mundo, que só se encontra na Amazónia profunda e na zona da Lapa). Os iukutchukas nunca tinham sido vistos até à quinta-feira da semana passada, altura em que uma empregada de limpeza e um motorista resolveram dar um lascivo passeio pela floresta de São Bento e encontraram uma familia de iukutchukas que andava serenamente à caça. Os iukutchukas estavam vestidos com tangas feitas de restos de papéis e de jornais usados nas reuniões de Conselho de Ministros (ou seja o "Record", a "Bola" e " O Dia") e, logo que os avistaram, os funcionários do Palácio de São Bento começaram a tentar comunicar com estes. Os funcionários ficaram muito espantados quando perceberam que a tribo falava um dialecto politiquês, em virtude de ter convivido em segredo com sucessivos governos (por exemplo, usam as expressões "eu já me pronunciei sobre essa matéria" e "o povo português conhece as nossas propostas"). Segundo conseguimos apurar, Tozé Canimambo, o líder dos iukutchukas, foi posteriormente recebido por Santana Lopes, que lhe prometeu ceder a sala do Conselho de Ministros sempre que eles quiserem ter uma reunião de condóminos ou assim. In Inimigo Público